O pessoal do site russo X-Bit Labs (http://www.xbitlabs.com) divulgou no começo deste mês a existência de processadores Athlon XP falsificados no mercado. Essa falsificação é, na verdade, um processo de remarcação do processador. Vendedores inescrupulosos raspam a identificação do processador e decalcam outra identificação no lugar. Por exemplo, compram um Athlon XP 2000 e remarcam-no como sendo um Athlon XP 2200, vendendo-o por um preço mais caro.
Para que essa remarcação seja possível, uma modificação no processador é necessária. Essa modificação é feita nos minúsculos contatos metálicos existentes no corpo do processador (contatos chamados "pontes") e faz com que o processador acredite que ele é, na verdade, um processador de clock mais elevado.
Como existem essas modificações na área externa do processador, é relativamente fácil identificar se um Athlon XP é falsificado ou não. Para tanto, basta verificar as pontes do processador e observar se alguma delas foi soldada usando um ferro de solda caseiro, em especial as pontes L11, L12 e L5 (esses números estão marcados no corpo do processador próximos aos minúsculos contatos metálicos).

Figura 1: Locais do processador onde você deve procurar por sinais de falsificação.

Figura 2: Detalhe da ponte L12 de um processador falsificado. Repare a solda feita manualmente no corpo do processador.

Figura 3: Detalhe da ponte L11 de um processador falsificado.
Além disso, a área preta onde há a marcação do processador fica com a aparência desgastada (fora de foco) nos processadores falsificados. Compare nas figuras a marcação de um processador com a de um processador falsificado.

Figura 4: Detalhe do processador verdadeiro.

Figura 5: Detalhe do processador falsificado.
Os processadores remarcados operam em overclock, isto é, com um clock acima do originalmente especificado. Com isso, travamentos e erros aleatórios normalmente ocorrem quando utilizamos esse tipo de processador. |